DIÁSTASE ABDOMINAL E O NÍVEL DE DOR LOMBAR EM GESTANTES NO TERCEIRO TRIMESTRE
Palavras-chave:
Gestação, Dor lombar, Diástase abdominalResumo
Introdução: A gestação promove diversas alterações físicas, incluindo ganho de peso materno e fetal, que pode, contribuir para o afastamento dos músculos abdominais. Além disso, ocorre deslocamento do centro gravitacional para frente, sobrecarregando articulações e podendo causar dor lombar. Objetivo: Avaliar a prevalência de diástase abdominal e o nível de dor lombar em gestantes no terceiro trimestre. Materiais e Método: Estudo transversal e analítico realizado entre julho e novembro de 2023. A amostra não probabilística incluiu 47 gestantes, sendo o tamanho mínimo estimado em 34 participantes. Foram incluídas gestantes no terceiro trimestre, excluindo-se gestações gemelares. As gestantes convidadas para participar da pesquisa assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido aprovado com parecer de n: 3.258.471. Foi aplicado um questionário com variáveis sociodemográficas, reprodutivas, hábitos de vida e passaram pelo teste manual de diástase abdominal. Resultados: A média de idade das participantes foi 26,65 (±7,19) anos. Entre elas, 40,43% se autodeclararam negras, 45,65% moravam com o parceiro, 59,57% possuíam ensino médio completo e 63,83% não recebiam benefício do governo. A diástase abdominal foi identificada em 17,39% das gestantes, enquanto 87,23% relataram dor lombar. Não foi observada associação significativa entre diástase abdominal e dor lombar (p > 0,05). Conclusão: A dor lombar foi prevalente independentemente da presença de diástase abdominal, indicando que outros fatores fisiológicos e biomecânicos da gestação podem contribuir para o desconforto lombar.
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